Havia dois estudantes secundaristas indo até o ponto de ônibus. Um estava revoltado e inconformado, outro estava conformado e desiludido.
Um queria que o mundo se explodisse. Não poupando o capitalismo, a hipocrisia, a safadeza, a corrupção e as pessoas. Queria saber o motivo de estudar, de trabalhar, de ser mais uma engrenagem na sociedade.
O desiludido tinha a resposta na ponta da língua: consumir. "O mundo foi feito para se consumir, e estamos aqui apenas para consumir. Estudar, trabalhar, procriar... tudo, é em função do consumismo. Talvez seja por isso que os norte-americanos são tão felizes."
"Grande merda". O inconformismo do outro não aceitável a realidade do conformista. Não queria que a vida dele fosse resumido a pratica do escambo, usando algo imaginário (que é o dinheiro) em troca de coisas fúteis e inúteis. Queria uma explicação maior sobre a vida.
A grande diferença entre os dois talvez, seria que um acreditava em uma divindade, e outro não.
Para a desilusão em pessoa, a vida era feita basicamente de três etapas: aquela em que você se prepara para consumir, aquele que você realmente consume e produz produtos de consumo e consumidores, e aquela que você está a beira da morte. Uma vida simples, cruel e tão sem graça quanto as barras de cereal que ele comia no meio das aulas das matérias que ele mais gostava.
"Viver" essa vida não era aceitável para o outro. A revolta dele nem o permitiria pensar nessa possibilidade."Disto não farei parte". A resposta não poderia ser mais rápida: "Tá certo, como você fosse fazer diferença... um em seis bilhões." . A proporção era inegável, uma gota no mar de gente. Gente miserável segundo ele. E então recitou:
A vida crua
A vida real
Nada mais é
Que uma grande tragédia
Nasce da dor
Morre com ela
Vive para comer
De tudo:
Comida, trabalho
Conhecimento e L(u/i)xo
Vive aspirando
Vive no futuro
Que nunca chegará
Vive para os outros
Vive para o sistema
Um sistema sem fim
Só com um meio sinistro
Eis tua sina
Acabar com teu lar
Acrescentar mais dor
Aos sofridos inocentes
E os que ainda estão a nascer
Comentários
Quis variar um pouco!
Quis variar um pouco!
amei...nem sei quem era o
amei...nem sei quem era o incorfomado ehhuehe
;*
machado de assis era o cara,
machado de assis era o cara, hein? hehe.