Adiamento

No crepúsculo
Do dia da libertação

Debaixo da terra
Nos subsolos risonhos

Só há sono
Cansaço desmedido

Que saco!
Não agüento mais

Ninguém mais agüenta
Nem mais uma semana sequer

Porém, ainda dias e dias
Fazem distante

A redenção ou condenação
De cada escravo

Pela caneta própria