O Terceiro Amigo, Seus Outros Dois Amigos e Gabriela

Na frente da entrada do cinema, no Shopping, havia um grupo de adolescentes inquietos. Uma garota, tal de Gabriela, estava despedindo-se de seus amigos, beijando-os no rosto como a etiqueta mandava. O terceiro amigo ficou alguns segundos fitando Gabriela, enquanto ela despedia-se. A atração que ele tinha por ela estava muito clara, podendo ser observado por qualquer um que estive por perto, sobretudo seus outros dois amigos. Logo depois que Gabriela finalmente foi-se embora, o terceiro começou a suspirar longamente e de forma profunda. Os outros logo perceberam a gravidade de seu amigo, e acabaram por contar-lhe uma informação crucial, porém desilusória:

— Mano...

— Ô mano!

— Mano!

— Cala boca viado...

— Cala boca o quê?

Os dois estava extremamente confusos, um querendo sobressair e cativar o interesse do terceiro com um chamamento mais alto do que o outro, apenas resultando na confusão daquele o qual o discurso deveria ser exposto. Acabaram por chamar a atenção indesejável por parte de seguranças que estavam na proximidade, quando perceberam, trataram de pôr fim àquela confusão.

— Ô, é o seguinte: Gabriela, tipo, esqueça ela.

O terceiro amigo fez uma cara de uma estranheza notável. Estava confuso e agora intrigado.

— Por que?

— Bem, é o seguinte...

— Deixe que eu explique seu...

Os outros dois recomeçaram a brigar entre si para ver quem tinha a melhor resposta ou, no caso, quem iria dar a resposta. Impacientemente, um deles acabou desistindo:

— Tá, tá, explique então espertão!

— Vá se... tipo, Gabriela, ela tem namorada, então nem sonhe.

— Como assim? Namorada?

— É, é... ela é homossexual e está comprometida. E ela é fiel, ou seja, até se você fosse mulher, esqueça.

— Arram, e apenas homossexual. Ou seja, ela não é bi não.

— Ma rapaz, me fodi.

— É, se fodeu.

Enquanto os dois amigos, em unissom, repetiam a situação que o terceiro encontrava-se, em meio a gargalhadas falsas e forçadas. Este último, então, percebeu que suas segundas intenções apenas permaneceriam meras intenções, irrealizáveis.

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No nosso colégio, essa cena é

No nosso colégio, essa cena é muito comum. Pobres meninos, rsrs...