O molusco, que no planalto
anda de faixa tricolor, crê
que tem o poder de dizer quem
no mundo morre e quem nele vive.
Ele dita quem é importante e
excluí quem ele julga desprezível.
Se acha Deus em forma humana,
e a partir dessa ideia obtusa fala:
"Que os homens, e apenas eles sejam
os que para nós humanos importem."
E assim ele criou barragens, afogando
não-humanos em água, sangue e terror.