O molusco, que no planalto
anda de faixa tricolor, crê
que tem o poder de dizer quem
no mundo morre e quem nele vive.
Ele dita quem é importante e
excluí quem ele julga desprezível.
Se acha Deus em forma humana,
e a partir dessa ideia obtusa fala:
"Que os homens, e apenas eles sejam
os que para nós humanos importem."
E assim ele criou barragens, afogando
não-humanos em água, sangue e terror.
Senhores,
os senhores não têm
fuzis em seus punhos,
tampouco balas em suas mãos.
Mas elas serão desnecessárias
para o combate que terão.
Pois suas armas serão suas bocas,
cheias de dentes e de sons.
Suas munições serão fabricadas em série,
por suas mentes industriais.
Nossa guerra não é terrena,
é ideológica.
As batalhas serão nas mentes
e é nelas onde haverá
o embate final.
Aquele que vê a si,
Intocável em seu
Casulo indestrutível
É cego e surdo.
Sua voz é inaudível,
Suas convicções são
Inabaláveis e
Inexpressáveis.
O tempo passa em sua mente
Como o fluxo fluvial,
Enquanto fica petrificado
No seu tempo interno
Inflexível.
E quando se dá conta,
Perde a vida.
Aquele não vê mais a si.
Nem é mais visto.
Na terra do berimbau corou-se um novo rei
Geddel I, rei da Bahia, pela glória eleitoral
753 mil votos, para seu súdito mais leal
Governante da capital da alegria petrolífera
Cuja mais linda obra foi a modernização da orla
Além do PDDU respeitável, votado na madrugada.
Querem que acredite
No mar de rosas espinhentas
Em que o Brasil flutua
Enquanto o mundo está mergulhado
Na crise financeira mais tenebrosa
E lucrativa do século incipiente
Violento e desgraçado desde seu começo
Querem que acredite
No emprego ascendente
E na inflação deflacionária
Enquanto cargueiros eslavos
Recheados de armas e tanques
É pirateado por somalianos
Que imploram por suas ignorâncias
Querem que acredite
Na eleição municipal
E na democracia reinante
Enquanto golpes e guerras
Explodem em todo o oriente
Financiado pela fé ordeira
O capital euro-yankee da China
Querem que acredit