O Marido
Proprietário de empresa
Aos 26 anos de idade.
Sendo três de carreira
Que subia diante de sua
Graça e talento
Como um Tomahawk.
Ao ver, no Piauí, aquela
Loira, linda, pensou:
“Ah, essa será minha
Esposa, minha mulher!”
Casou-se meses depois,
E filha nela fez também,
Deu-lhe o nome do saber.
Mas logo que surgiu
Uma morena engenheira
Em sua empresa, não exitou,
A agarrou!
A Amante
Sucedida, engenheira de carreira
Consolida e ascendente
Com futuro brilhante, aurífera.
Não se casara, homem algum a teria
Para chamar-se de esposa, propriedade.
Ela era dela, somente del
Ah, formosa.
Garota linda,
Que não me escapa
A atenção.
Podia, eu mesmo,
Levantar-me, pedir
Sua mão.
Mas esse script
Hollywoodiano
Já me é familiar.
Sei, sua recusa
É certa, inevitável.
Pois em mim, nada
Interessará-la.
Ai, como gostaria
De quebrar essa rotina,
Desses desejos irrealizáveis,
Para, então, jamais ter
Que assistir a este filme
Da Sessão da Tarde,
Outra vez.
— Sei que tudo que tu diz é mentira, tudo! Sempre soube, mas nunca atentei para o fato mais nefasto que havia em minha frente!
— Mas...
— Não haverá mais mas, sei que tudo que dirá não passará de desculpas para consolidar a grande mentira que tu és.
— Deixe eu falar, pelo menos!
— Não escutarei-te!
— Pois, que assim seja. Viva na mentira que criaste, achando que quem mente sou eu!
A... elas.
Inigualáveis em seu interesse.
Incomparáveis em suas armas.
Ai de mim,
Que só vi a desgraça
Devido a essas criaturas
Tão nefastas.
Não!
I
Cá estou
Desejando desdesejar
Sentir mais nada
Desapegar de tudo
Não querer
Não sentir falta
Não sentir nada
Ser uma automação
Indiferente ao mundo
E a si mesmo
Que não chora
Que não ri
Nada no pé da letra
II
O amor é uma cascavel
Quando te pega
Te envenena
Mas é como carne
Mata aos poucos
O amor é arma de destruição
Individualmente maciça
Como uma bomba atômica
Devasta tudo
Não deixa nada vem pé
O amor é uma cascavel
Imortal e ilesa
Suporta a tudo
Volta como esperança
E ataca sem receio
O amor não existe
Não passa de uma farsa